Personalidade Segundo o Livro de Urantia e
Pensamentos Relacionados.
Pelo Rev. Jose Oliveira
Personalidade,
segundo o Livro de Urantia, é uma dádiva de Deus-Pai a todos seres
inteligentes. Segundo o mesmo livro, ainda, existe distinta diferença entre
Personalidade, Mente, Identidade, Alma. Contudo, a personalidade é o fator
unificador de todos os outros atributos humanos. Personalidade é “algo” real,
mas de difícil caracterização. Poder-se-ia dizer que personalidade um “dote”, o
qual pode ser desenvolvido, mas que de si mesma, não se constitui um “ser” ou
entidade.
A principal característica da personalidade em
associação com os demais atributos humanos é a “vontade”, mas, de novo, não
como algo consciente, mas como uma força motriz, uma capacitação. O exercício
da vontade depende das condiçoes da mente, e estas condições dependem de muitos
outros fatores materiais , intelectuais e espirituais.
A personalidade não é a consciência, nem é
consciente, mas, em associação com os demais atributos e faculdades humanas, produz
consciência, não propriamente a consciência moral, mas a consciência do ser,
ontológica. Essa consciência, é, primeiro, auto-consciência, reconhece o próprio
individuo como um ser, depois, as demais realidades, materiais, intelectuais e
espirituais em conexão com este indivíduo. Certamente, essa consciência de
reconhecimento das demais realidades depende da capacidade mental do indivíduo
para processar esses reconhecimentos.
E Assim, a personalidade
não é o “ego” ou o “eu” ou o indivíduo, mas ao disponibilizar esse poder
volitivo à mente, possibilita o aparecimento do “eu”, ou uma identidade que
chamamos de indivíduo. A identidade se desenvolve gradualmente através das
interações de diversas ordens possíveis ao individuo, à medida que este se
aperfeiçoa no uso da vontade.
A responsabilidade moral em geral ocorre antes
do ser humano completar 7 anos de vida. Aí é quando se cria a consciência
moral, a capacidade de diferenciar-se entre o bem e o mal. Parece que a noção
primitiva de “bem e mal” está ligada à noção de “prazer” e “desprazer”. Quando o
criança pela primeira vez utiliza a vontade para conscientemente infligir
desprazer a outrem, então ocorre o conflito moral e com ele, a consciência
moral, onde “bem” e “mal” se tornam “certo” e “errado”.
Quando isto
ocorre, a mente da criança esta preparada para receber a ação do Espírito Deus,
que trabalha no sentido de iluminar o indíviduo, não meramente de acordo com a
moralidade do ambiente social vigente, mas de acordo com a vontade de Deus,
principalmente segundo a Lei Áurea: “Tudo pois que quiserdes que os homens vos façam, assim fazei vós a eles” – Jesus Cristo.
A personalidade,
ao possibilitar consciência, também possibilita no ser humano a capacidade de
abstração e julgamento. Isso é uma diferença distinta entre seres humanos e os
anímais superiores. Os animais aprendem por tentativa e erro; seres humanos,
além desse meio, podem também fazer abstrações intelectuais e chegar a
conclusões (julgamento) acertadas sem ter que necessariamete experimentá-las pessoalmente. A isto o Livro de Urantia chama de
Sabedoria.
A personalidade, pois, segundo o Livro de Urantia é o
potencial para a criação da individualidade. Os animais não são dados
personalidade, pois não têm capacidade mental (determinada em parte pela
capacidade cranial) com a qual a personalidade possa funcionar satisfatoriamente,
ao ponto de produzir responsabilidade moral. Assim, os animais possuem, em variados
graus, temperamentos, mas não personalidade. Segundo o Livro de Urantia, os
animais, principamente os Primatas, compartilham com os animais até 70% das
faculdades humanas, inclusive mente, mas estes 30% não os qualificam para
receberem a dádiva da Personalidade
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